clique
a consciência da vida, ainda que desconcientize-se em meia hora ou vinte anos.. .. . é o botão.
já o dedo que o impulsiona são vários, nenhum ou até todos juntos.
nu. |ú|
O morro bebe no missipi.
Mas não me altere o samba tanto assim.
Dá pra viver junto, dá pra rir
Você feito você e eu de mim
Riminha pobreta, métrica careta
Falando bobagem, na bebericagem
Só na malandragem
Mas venho e saio do compasso, improvisa contrabaixo (solo)
Perco o elo, coltrane é belo, torce o cerebelo jazzzzzzzz
Troque o seu não pelo meu sim
Vem viver feliz junto de mim
Dá pra viver junto, dá pra rir
Você feito você e eu de mim
enquanto ela pensa, eu canto
pr´afugentar o espanto (2x)
fala comigo da questão espacial, eu animo
mas completa com a louça pra lavar, desatino
lida com palavra feito número
discorre em prosa que nem máquina de somar
bota emoção numa reta
faz da minha vida sua régua
calcula o tamanho da gota
que para mim vai rolar
tira a medida do tombo
fareja a minha expressão
pra decretar o castigo
justinho pro meu coração
e enquanto ela pensa.... eu canto!
pr´afugentar o espanto (2x)
pergunta o quê e como e quando, onde e qual
meia na pia vira um imenso temporal
toda a poesia se mistura à comida do dia
me pendura na ponta do lápis pra depois dormir
me pendura na ponta do lápis pra depois dormir
me pendura na ponta do lápis pra depois dormir
o saudoso sêo paez disse certa vez: ver as pessoas é questão de preferência... o que subentendi que falta de tempo é mera desculpa para os menos importantes... desde então essa frase me instiga e incomoda... na tênue fronteira entre verdade absoluta e tremenda injustiça... e hoje, vivenciando uma das situações mais gostosas de devaneio (dirigindo sozinho pela estrada), pensei no tempo que fazia desde meu último post aqui no blog... seria displicência com minha mídia? ou com as próprias palavras? este último pensamento doeu... assim como pessoas de quem gosto muito mas não nos vemos ou falamos há anos... e foi neste cruzamento de pensamentos, pessoas e palavras que vivem mais na minha cabeça do que em minha frente, de que cheguei à conclusão... as pessoas que eu amo nunca serão abandonadas, mesmo que não as veja até meus olhos serem digeridos pelos próximos da cadeia alimentar... assim como as palavras que sacodem como milhos numa cabeça de pressão...
e tenho certeza de que sabem que não vivo sem pensar nelas, assim como amigos distantes e até próximos que por algum motivo não aparecem do outro lado da minha mesa no bar...
